O Código Florestal ainda é questão de muita polêmica no setor da agropecuária. O boletim da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), divulgado na última semana, ressalta que a implementação do Código Florestal, intensificada nos últimos meses,vai tirar da agropecuária paranaense 4,8 milhões de hectares.O professor do Departamento de Economia Rural da Universidade Federal do Paraná (UFPR) João Batista Padilha Júnior, pronuncia que só a reserva legal, porção de 20% da área do imóvel rural em que é obrigatória a recomposição da vegetação nativa, fará o estado perder 3,2 milhões de hectares. Assim a Lei tirará dos produtores rurais 20% da sua terra agricultável.
Se bem calculado, um produtor de apenas cinco alqueires tirar os 20% para a recomposição da vegetação nativa perderá um alqueire. Observa-se que um alqueire no município de Ubiratã valeria cerca de R$ 80 mil reais. Isso implicaria em luta para recuperar tal perda produtiva, o que levaria de 4 a 5 anos. Isso vale para as propriedades maiores, pois é proporcional ao tamanho da área. Então aí vem a questão: para quê serve a reserva legal?
Segundo estudiosos a reserva legal serve para a biodiversidade, reformar as árvores, seqüestrar o carbono, tomar o ar puro, etc. Mas será que só os agricultores é que têm que pagar o “pato” sozinhos? Será que outros seguimentos econômicos da sociedade também não poluem? Que tal tirar 20% do capital banqueiro, das indústrias e das grandes redes de comércio para fazer reserva?Atenção, produtores rurais! Será que não estão querendo fazer uma grande injustiça contra o vosso patrimônio? (FOTO: FAEP / ILUSTRAÇÃO)
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