terça-feira, 19 de agosto de 2008

Fogo destrói camioneta e garagem


A equipe do Corpo de Bombeiros de Cascavel que se deslocou até o distrito de Ouro Verde do piquiri para ajudar a controlar o incêndio no entreposto da cooperativa terminou atendendo outra ocorrência de incêndio. Curiosamente, bem em frente ao entreposto, tendo apenas uma rua entre os dois locais atingidos pelos sinistros.
Anísio Bueno contou que chegou em sua casa por volta das 20:30 horas em seu veículo, uma F-1000, ano 1994. Estacionou o veículo na garagem, que fica aos fundos do terreno, contígua à residência. Um pouco mais tarde sua esposa chegou em casa em outro veículo e a família não percebeu nada de anormal. Só mais tarde, depois do jantar, quando Anísio foi trancar a garagem, o fogo foi percebido. Os vizinhos acorreram com extintores e água, mas o incêndio só pode ser controlado com a participação do Corpo de Bombeiros, que estava nas proximidades, atuando no controle do incêndio do secador da cooperativa.Segundo o proprietário, depois que o incêndio no veículo foi percebido o tempo foi apenas de retirar o outro veículo, que estava perto. O fogo se espalhou também na estrutura da garagem, causando grande danos. A casa da família ficou ilesa. O veículo, que tinha valor de aproximadamente trinta e sete mil reais, não possuía seguro. (FOTO: ROBSON FAVERO / TV VALE)

Incêndio causa estrago em silo de cooperativa

Um incêndio iniciado na noite de terça-feira e controlado apenas no final da manhã de quarta-feira, 13, causou sérios estragos no secador do entreposto de uma cooperativa em Ouro Verde do Piquiri, Distrito do município de Corbélia. A unidade está situada próxima à BR 369, no trevo de acesso ao distrito.
De acordo com um oficial do Corpo de Bombeiros de Cascavel, por volta das 20:00 horas de terça-feira. Inicialmente os funcionários perceberam elevação da temperatura acima do normal no secador e em seguida detectaram o princípio de incêndio. Imediatamente tentaram controlar o foco de incêndio com extintores, mas não foi o suficiente. O Corpo de Bombeiros de Cascavel foi acionado e trabalhou pela noite toda e a manhã seguinte juntamente com caminhões pipas de Corbélia, Anahy e do próprio entreposto.Nelson Labazine, motorista de um caminhão pipa do município de Corbélia, contou que durante a noite a situação foi chocante, com o fogo no secador do entreposto. (FOTO: ROBSON FÁVARO / TV VALE)

Coagru no Paraguai

Cinco jovens cooperativistas da Coagru representaram o Brasil no VII Encontro da Rede de Jovens Rurais Cooperativistas de Cono Sur, realizado nos dias 7, 8 e 9, deste mês, em Santa Rita, no Paraguai. O evento foi sediado pela cooperativa Copronar, de Naranjal.Nas edições anteriores faziam parte desta rede somente os jovens do Paraguai, Uruguai e Argentina, que se reúnem anualmente. Neste ano o convite foi estendido ao Brasil, o qual foi representado pela Coagru. Reuniram-se 110 jovens que discutiram sobre o tema “Cooperativismo e os desafios da juventude dentro das cooperativas”. A escolha da Coagru não foi por acaso, e sim por ela se destacar com o trabalho de promoção da juventude rural. A Coagru despertou tanto o interesse dos cooperativistas dos países vizinhos que até existe a possibilidade de sediar um dos encontros. Esta foi mais uma oportunidade que surgiu para que nossos jovens possam trocar experiências dentro do sistema cooperativista, agora no âmbito internacional. (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Sicredi disponibiliza recursos para Safra 2008/09

Plano safra apresenta novidades interessantes para os associados interessados, bem como aumento no limite de recursos para culturas específicas

Para a próxima safra, a Sicredi Vale do Piquiri estima a liberação de R$ 93 milhões em financiamentos para custeio da soja, milho, trigo, mandioca e também para investimentos com linhas do BNDES.
A Sicredi segue a política agrícola do governo, com base nos indicadores de fortalecimento e expansão do setor agropecuário e na consolidação de suas funções tradicionais de abastecimento do mercado interno, geração de emprego, renda e divisas, além do aumento da inserção dos produtos brasileiros no mercado internacional. “É importante que os associados procurem as unidades de atendimento e busquem informações específicas sobre a linha que tem interesse”, comentou o presidente Jaime Basso.

Principais alterações
Os grupos C, D e E do Pronaf foram agrupados em uma mesma categoria, denominada "agricultura familiar". Para fins de enquadramento, é necessário preencher alguns requisitos, como explorar parcela de terra na condição de proprietário, posseiro, arrendatário, parceiro ou concessionário do PNRA (Plano Nacional de Reforma Agrária); residir na propriedade ou em local próximo; não dispor de área superior a 4 módulos fiscais; obter, no mínimo, 70% da renda familiar da exploração agropecuária e não agropecuária do estabelecimento e ter obtido renda bruta familiar acima de R$ 5 mil e até R$ 110 mil nos últimos 12 meses.
O associado poderá contratar nova operação de custeio na mesma safra, desde que o crédito subseqüente se destine a lavoura diferente da financiada anteriormente, respeitado o limite de R$ 30 mil por beneficiário/safra. No Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar - PGPAF, houve ampliação do rol de produtos contemplados, com a inclusão do trigo, pimenta-do-reino, cebola e mamona.
PROGER - O limite de renda para enquadramento no PROGER foi ampliado, de R$ 220 mil para R$ 250 mil, e o limite de financiamento sofreu elevação (de R$ 100 mil para R$ 150 mil) por beneficiário/safra. Os demais produtores tiveram ampliados os limites de financiamento de operações com recursos controlados (MCR 6-2 e Poupança Rural Equalizada).
Avicultura - Houve aumento de 25% no valor de financiamento para aviários, através da linha BNDES – Modeagro Desenvolvimento, que passou de R$ 200 mil para R$ 250 mil reais por beneficiário/safra. De acordo com o assessor de desenvolvimento de crédito, Marcos Antonio Inocente, a linha deve contribuir com desenvolvimento da região em que atuamos. “Com certeza é mais uma oportunidade de realizar bons negócios”, disse. Reflorestamento - Outra mudança interessante é o aumento de limite de 33% para os associados interessados em reflorestar áreas degradadas. Através do Propflora, o limite que era de R$ 150 mil passou para R$ 200 mil.
Em todo o Brasil, em 2007, o Sistema Sicredi ficou entre as 10 maiores instituições financeiras em volume de operações de crédito rural, chegando a R$ 2,2 bilhões. Para o Plano Safra 2008/2009, a estimativa é de que a carteira de crédito rural supere os R$ 2,9 bilhões para custeio, investimento e comercialização. (FOTO: DIVULGAÇÃO)

No Pronaf Agricultura Familiar, as taxas são definidas de acordo com as faixas de financiamento.
Faixa Limite de financ. por agricultor/safra Taxa de juros/ano
Faixa I até R$ 5 mil 1,50%
Faixa II até R$ 10 mil 3,00%
Faixa III até R$ 20 mil 4,50%
Faixa IV até R$ 30 mil 5,50%

PENITENCIÁRIAS AMBIENTAIS

No ritmo em que as coisas estão indo, dentro em breve os governos vão ter de se envolver com mais um tipo de gasto. Não deve estar muito longe o dia em que serão construídas aquilo que por hora vamos chamar de “penitenciárias ambientais”. Certamente serão obras caríssimas, com muita segurança, que empregarão mais um fardo de pessoas que sobreviverão às custas da teta gorda do governo.
E atrás das grades das “penitenciárias ambientais”, uma leva de indivíduos condenados por crimes contra a natureza. Alguns seriam então classificados como bandidos de alta periculosidade, por terem cometido crimes hediondos: desmataram com fins de lucro. Muitos teriam cometido crimes graves e ganharam penas severas, mas ainda estão em condições de possíveis re-socializações: cortaram árvores para uso em propriedades. Uma terceira classe de presos teria cometido crimes menores, mas não escaparam da severidade da legislação e foram parar atrás das grades: mataram pequenos animais silvestres, ora para comer uma carne exótica juntamente com a sua família dentro de um ambiente de sobrevivência, ou por acidentes pelas estradas rurais, pistas... Um corró seria destinado aos que cometeram infrações leves, passíveis de multas e detenções em pequenos períodos talvez não superiores a 30 dias: esses criminosos teriam colhido gravetos e lenha para uso doméstico, colheram flores de árvores nativas, pescaram lambaris nos riachos, mataram alguma pombinha no palhada da colheita ou que estavam comendo sementes semeadas...
Entre os bandidos ambientais de alta periculosidade possivelmente estarão aqueles que também produziram alimentos em suas propriedades, contrariando à imposição ambientalista de que os alimentos só podem ser produzidos por empresas agrícolas devidamente certificadas, com selo ISO muito acima dos 9002. Somente as empresas autorizadas produzirão alimentos e os que não obedecerem a tais regras serão considerados de grande periculosidade. Aliás, até para sentar-se à mesa e comer, as pessoas terão que obedecer às imposições de outros profissionais, dos quais uns seriam nutricionistas. E para comer as pessoas terão de ter diploma de um curso especifico sobre o assunto. Sem contar que água será bebida de classe alta e os pobres receberão kits dos governos, contendo algum tipo de produto industrializado para amenizar a sede. Provavelmente a população será dividida entre três classes: os governantes, os que mamam na teta do governo, e os beneficiários dos programas governamentais. Assim teremos bolsas para tudo. Uma escravidão verde e completa submissão às regras dos programas. E olhe lá que não vai ser nem um pouquinho difícil ser implantada a pena de morte, não para os criminosos contra a vida humana, mas para os que cometerem os chamados “crimes ambientais hediondos”. Afinal, a vida de qualquer capivara ou tatu vai valer mais que a de um homem ou mulher. Numa dessas, pode haver incentivos a quem criar em suas casas, junto com suas crianças, alguma espécie de serpente ou animais peçonhentos. Haverá com certeza quem proíba ao casal ter mais que um filho, mas em contrapartida exija-se das famílias a adoção de gatos, cães, ratos, cascavéis, gaviões, ouriços e outros...Bom, isto não são previsões macabras nem loucas. Apenas uma suspeita de que poderá acontecer. Afinal de contas, no tempo presente as imposições são tantas que já não podemos duvidar de mais nada. As regras do jogo mudam com constâncias imprevisíveis, onde a corda sempre quebra do lado mais fraco, conforme já o profetiza o dito popular inventado sabe Deus quando e onde. Neste cenário já se vê a realização da profecia bíblica de que chegaria um dia em que as mulheres lamentariam o fato de terem tido filhos e chamar-se-á de benditos aos ventres que não conceberam bem como os seios que não amamentaram. Sem querer entrar no mérito do aspecto religioso, que por hora parece banal diante do ceticismo da era moderna, calham tais profecias com os rumos que a humanidade ganha. Pois estamos entre duas colunas completamente palpáveis: o mundo grita por Paz, mas a guerra cresce a cada dia contra toda a espécie de vida justamente com as regras, leis, decretos, normas, acordos e tratados. Só não vê quem não quer. (ODAIR ROBERTO)

Candidatos campinalagoanos apresentam suas candidaturas

Prosseguindo a apresentação dos candidatos a prefeito nos municípios da região O Vale do Piquiri apresenta o município de Campina da Lagoa, onde a cadeira do Executivo está sendo disputada por dois candidatos: Célia Cabreira e Paulo Gonçalves.

Célia Cabreira

A candidata Célia Cabreira está disputando uma eleição em Campina da Lagoa pela primeira vez. Mas já tem experiência no assunto, uma vez que foi vereadora por dois mandatos na cidade de Itambé (PR), onde atualmente seu pai é o prefeito e um dos irmãos é vereador.
Célia conta que por ser de família que tem participação na política e por ter sido vereadora sentiu-se motivada a concorrer à cadeira do Executivo campinalagoano. “Vindo para Campina da Lagoa, aqui me estabelecida e construí muitos laços de amizade”, relembra. “Vi também a necessidade de dar minha contribuição com este município”, diz, e assim colocou seu nome à disposição como candidata a prefeita, recebendo o respaldo dentro do partido e da população. “Acredito que posso fazer um bom trabalho, pois vejo e conheço as carências e necessidades do nosso município”, diz a candidata. Ela se propõe a fazer um trabalho justo, honesto e em paz com os seus adversários políticos, pensando no bem-estar da população de Campina da Lagoa.
A candidata diz que pretende realizar uma administração pacifica, moderna, muito participativa. “E acima de tudo, com muita honestidade e transparência”, afirma. Os vários setores da comunidade serão ouvidos, pois com isto pretende não cometer o erro de executar obras que não sejam prioridades para a população. Seu plano de trabalho será elaborado após uma coleta de dados e sugestões de vários segmentos da sociedade, pois assim estará fazendo uma administração com o povo, voltando atenção especial para as classes menos favorecidas.
Saúde, educação, moradia e a geração de emprego serão as prioridades do governo de Célia Cabreira. Para ela, a saúde precisa ser pensada de forma mais abrangente, com projetos que possam orientar as pessoas à prática da prevenção, através da higiene, boa alimentação, cuidados com o meio ambiente, saneamento básico e muito mais. “Pois a prevenção é uma maneira de evitar a doença”, afirma. Ela diz que é preciso melhorar a saúde do povo campinalagoano, com o trabalho de pessoas qualificadas, administrando melhor os recursos, reorganizando o sistema para acabar com as intermináveis filas e realizando programa de cadastramento sério, priorizando o atendimento às pessoas mais necessitadas. Ampliação do atendimento do programa Médico da Família está em seus planos, com plantão 24 horas no Posto de Saúde, que deve funcionar com médico e veículo para atendimento emergencial.
Na educação, pretende ouvir os profissionais ligados diretamente à área para nomear um profissional com perfil desejado, para trabalhar com competência e respeito. Fazer investimento pesado na educação, principalmente no aperfeiçoamento, capacitação e valorização dos professores. Na geração de emprego, dando apoio às empresas que queiram se estabelecer no municio, mas sem onerar a administração. Quanto às moradias, buscar recurso junto aos governos estadual e federal para suprir as necessidades habitacionais do município.A candidata chegou a cidade em 1996 com a tarefa de cuidar da propriedade de sua família. Conheceu Oridio de Paula, com quem se casou em 1999 e tem uma filha, Izabelle, atualmente com seis anos de idade. Continuou a cuidar da propriedade e nela investiu, onde atualmente tem um pesque-pague, porque acredita no futuro do município. “Por isto que coloquei meu nome à disposição da comunidade Campina da Lagoa para ser candidata a prefeita”, finaliza Célia.

Paulo Gonçalves

Por sua vez o candidato Paulo Marcelino Andreoli Gonçalves conta que está concorrendo ao Executivo campinalagoano a partir de uma união histórica que reuniu vários partidos e seu nome foi o escolhido. Esteve fora do município por algum tempo e mesmo assim seu nome liderou as pesquisas na corrida para a sucessão municipal. “Essa união que houve aqui em Campina da Lagoa e a escolha do meu nome foram o que nos motivou a ser candidato a prefeito”, assegura Paulo Gonçalves.
O candidato garante que a saúde será o carro-chefe do seu governo. Ele aponta para alguns problemas sérios vividos pela população campinalagoana, sendo um deles a falta de atendimento na área de ultrassonografia. A população também não desfruta dos benefícios dos serviços de Raio X. Quer melhorar o atendimento médico, com a conquista de bons profissionais para atender a população. E em vez da população se deslocar até Campo Mourão, Paulo Gonçalves quer trazer médicos da área de cardiologia, neurologia e ortopedia para atender os pacientes pelo menos uma vez por semana. “Vamos também melhor o Programa Saúde da Família, um programa que atualmente já existe em mais de sessenta paises do mundo”, enfatiza Paulo Gonçalves, reprisando que cada equipe do PSF é formada por um médico, uma enfermeira, uma auxiliar e oito agentes de saúde. O candidato apontando para a projeção que o município seja abrangido em 100% através de sete equipes. “Hoje há pessoas que levam seis ou oito meses para marcar um exame”, diz. Outro projeto de Paulo Gonçalves é reabrir o hospital.
O candidato quer também implantar o parque industrial, onde a administração constrói os barracões para as pessoas interessadas possam ter geração de renda e viver de forma digna. Ele lembra que no mandato que já teve no município, foi desenvolvido um trabalho que resultou na construção de aproximadamente 300 mil bloquetes para calçamento das vias públicas. Pretende restabelecer este trabalho e assim poder realizar o calçamento necessário, valendo-se também da pavimentação com pedras irregulares.
Outros trabalhos estão nos planos administrativos do candidato, como a melhoria do ensino público e do transporte escolar. Gonçalves considera de fundamental importância o esforço para a geração de empregos na cidade, com atenção particular para atender a população da zona rural. “Uma cidade não vive sem o campo; o campo vive sem a cidade”, entende o candidato. Com este pensamento ele quer oferecer melhores condições para as estradas do município, beneficiando as famílias e ajudando os produtores no escoamento da produção. Para tanto pretende atuar na readequação e cascalhamento das estradas do município.Paulo Gonçalves chegou em Campina da Lagoa em 1973. Formou-se médico e retornou em 1986, atuando por quase dezoito anos. Foi prefeito e acredita que fez um bom trabalho, realizando obras como a Casa da Cultura, ginásio de esportes, capela mortuária, centro de geração de renda, centro de convivência do idoso, calçamento, oito patrulhas mecanizadas e dois postos de saúde. “Foi uma excelente administração e isto me deixa apto a voltar para mais quatro anos”, afirma, destacando a personalidade de seu vice, a quem considera o candidato dos pobres pelos trabalhos já realizados junto à população mais necessitada. (FOTOS: ODAIR ROBERTO / O VALE)