terça-feira, 9 de setembro de 2008

Altamira começa a construção da Biblioteca Cidadã

O município de Altamira do Paraná está conquistando uma unidade da Biblioteca Cidadã, projeto do governo do Estado do Paraná. Nesta semana esteve em visita à cidade um grupo de engenheiros e arquitetos da empresa que venceu a licitação. Há possibilidade de que a obra seja iniciada na próxima semana.
De acordo com o chefe de Gabinete da prefeitura de Altamira, a empresa vai contratar mestre de obras e pedreiros da própria cidade, bem como vai adquirir os materiais de construção em lojas locais. “Tudo isto trará sobremaneira ajuda para a cidade”, comentou Ataliba Pedro dos Santos.
A visita aconteceu na terça-feira, 02, e já no dia seguinte a equipe administrativa tomou as primeiras providências no sentido de preparar o terreno onde será erigida a obra. Ataliba explica que a Biblioteca Cidadã será construída na Praça Central, ao lado da Igreja Católica, numa área de 500 metros quadrados. A obra estará sob a responsabilidade do engenheiro civil Eduardo Orestes Tomen, da cidade de Palmital.A obra está orçada em R$ 163.785,27, com recursos do Estado, foi obtida com a ajuda do deputado estadual Alexandre Curi. Com 184 metros quadrados de área construída, a obra deverá estar concluída em cinco meses e abrigará também um telecentro. “Entendemos que por estar na área central a obra vai embelezar a Praça e dar mais sentido para os freqüentadores daquele local, além da importância na parte cultural”, comentou Ataliba. (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Secretaria de Saúde recebe elogios de vereador

Na sessão ordinária os vereadores abordaram poucos assuntos. Sandra Petrica foi a primeira a usar a tribuna e pediu ação do Executivo e Legislativo para a obtenção de linha de crédito em favor de micro-empresas. Ela justificou sua ausência na sessão da semana anterior, quando esteve na capital a tratar de assuntos relativos ao partido a que pertence, o PMDB, quando realizou contatos relevantes para o seu trabalho. A vereadora felicitou as empresárias Viviane Vaize e Isabel Bento pela inauguração da Cristal Ótica, empresa liderada por jovens empresárias ubiratanenses.
Por sua vez o vereador Lauro Hryniewicz relembrou sua participação na quinta-feira anterior das melhorias acontecidas na agencia local do Banco do Brasil, que em sua opinião está mais funcional. O vereador manifestou sua crença em que a agência vai oferecer atendimento melhor do que o registrado antes da chegada do atual gerente e das referidas mudanças. Lauro também comentou sobre a segunda edição da Semana da Saúde do Homem, iniciativa proposta por sua pessoa e efetivada pela secretaria de Saúde. O evento, transcorrido na tarde quinta-feira da semana anterior reuniu grande número de homens no centro de Convivência dos Idosos. Felicitou o secretário Edmund Behrend e sua equipe, pela palestras e teatros para repassar informações de grande importância aos homens presentes.Fechando as manifestações o vereador Luiz Cunha apresentou pedido para que seja por tempo mais curto o fechamento da avenida Nilza de Oliveira Pipino para eventuais realizações. Ele alegou que o pedido partiu de comerciantes da região e propôs que para eventos culturais pudessem ser utilizados lugares como a Casa da Cultura, o auditório do Colégio Carlos Gomes ou o Ginásio de Esportes. (FOTO: ODAIR ROBERTO / O VALE)

Vereador quer escola agrícola em Ubiratã

O vereador Arnaldo de Melo Correia protocolou junto à secretaria de estado da Agricultura um pedido para que Ubiratã possa ter uma escola agrícola. A iniciativa vem em reforço a pedido já existente. Por sua vez o vereador está otimista quanto ao resultado de seu esforço e aponta o distrito de Yolanda como provável local de funcionamento do estabelecimento de ensino. A Colônia Santo Inácio seria outro local ideal para abrigar o projeto.
O vereador comentou sobre sua iniciativa na sessão do Legislativo de terça-feira, 02. Ele explicou que na semana anterior esteve na capital em companhia de outros integrantes do seu partido, o PMDB, e na ocasião apresentou o citado pedido. Arnaldo diz que já efetuou pesquisa e há sinal verde da secretaria para a instalação de tal escola. Para tanto o município precisaria disponibilizar uma propriedade rural, com tamanho entre cinco e vinte alqueires, para as aulas práticas.
Na viagem o vereador ainda reforçou a busca de benefícios para a quadra da escola estadual de Yolanda e obteve a informação de que o projeto teria passado por nova licitação e já está entre as obras prioritárias do governo do estado.A Colônia Santo Inácio, que já é destaque em eventos festivos e pode se tornar sede da futura escola agrícola. (FOTO: ODAIR ROBERTO / O VALE)

Cecília Meireles quer ensino médio e mais salas

A direção da Escola Estadual Cecília Meireles está se empenhando na busca de mais salas de aula para o estabelecimento. Odete Pires, diretora da escola, explica que o pedido não é recente, mas está se empenhando junto ao governo estadual para obter as salas que necessita. Dois motivos levam a direção do estabelecimento a pretender aumento de salas: a instalação do ensino médio e o possível aumento da população na região onde a escola está localizada.
A escola conta com dez turmas da 5ª à 8ª séries, sendo cinco turmas no período matutino e cinco no período vespertino, perfazendo um total de 245 alunos e um quadro de 25 professores e oito funcionários. O pedido da direção da escola é para a construção de mais quatro salas de aula, pois o laboratório de ciências e a biblioteca foram adaptados para sala de aula. Quanto á criação do ensino médio na escola a diretora diz que o pedido parte de alunos e pais, mas para atender este pedido há necessidade de mais salas.
A diretora conta que já fez contatos com o prefeito Fabio D’Alécio e este se prontificou a prestar o auxilio necessário para a obtenção das novas salas de aula. “O processo já está na Secretaria da Educação há alguns anos”, conta Odete Pires, segundo a qual em recente data se valeu de uma carta informação a uma liderança do setor para reiterar o pedido. “Além de salas de aula para os alunos que já existem, necessitamos de salas para a criação do ensino médio”, explica a diretora.
A escola Cecília Meireles está localizada no Jardim Josefina, na zona sul de Ubiratã, e em suas imediações há pelo menos três loteamentos em andamento. A diretora Odete Pires entende que com a construção de residências nos novos loteamentos vai aumentar o numero de moradores e, conseqüentemente, o número de alunos, o que é um bom motivo para pleitear ampliações no estabelecimento.A construção da cobertura da quadra esportiva do Jardim Josefina está também beneficiando os alunos da Escola Cecília Meireles. Segundo a diretora Odete Pires, depois de um acerto com a secretaria de Esportes do município, os professores da escola levam os alunos até a quadra coberta, que fica no quarteirão ao lado. Como o portão de saída da escola fica em sentido oposto à quadra coberta, está acontecendo acerto com a administração municipal para que seja providenciado novo portão de acesso, encurtando a distância para chegar até à quadra coberta. (FOTO: ODAIR ROBERTO / O VALE)

Apostando no progresso da cidade

O prédio ainda está em construção, mas os espaços já estão reservados para abrigar mais uma empresa genuinamente ubiratanense. É a Aquarela Tintas, que estará sob a responsabilidade dos empresários Ney da Abyara e Cidão Fideli. A instalação de mais uma empresa mostra que o comércio de Ubiratã está em franco desenvolvimento e os empresários apostam no crescimento da cidade. (FOTO: ODAIR ROBERTO / O VALE)

Semáforo

"O que diferencia uma pessoa de outra é o seu imaginário, a interpretação que dá aos fatos da vida." Tizuka Yamasaki

Surpreendo-me e me encanto com a autoridade do semáforo. Lá, sozinho, permanece silencioso, mas com seus olhos acesos e coloridos organiza o trânsito das ruas. Bonito de ver! O semáforo de Ubiratã é um emblema, como é emblemático o lugar onde foi instalado. O Marco Zero do projeto de colonização de nossa aldeia. O cruzamento das importantes avenidas Nilza e Yolanda. Ambos, Marco Zero e semáforo, representam o desenvolvimento de Ubiratã. Eu pelo menos interpreto assim!

O ex-prefeito Claudino, lá pelos meados dos anos 70, já antevia o grande progresso de nosso município. Aliás, foi ele quem começou a chamar Ubiratã de Cidade Esperança. Deu também sua importante e notável contribuição para isso. Até hoje permanece nos servindo o prédio de seu Hospital das Clínicas. Mais, o dr. Claudino demonstrou a sua visão de futuro quando, no seu governo municipal, mandou instalar um semáforo justamente onde está o de hoje.

Já naquele tempo o cruzamento do Marco Zero era de muito trânsito e, por isso, perigoso. Atravessá-lo, de veículo, principalmente a pé, era uma aventura. Eu não tenho dúvida que a instalação do sinaleiro, tanto ontem, quanto hoje, veio diminuir a possibilidade de acidente na região e gerar paz no trânsito. Além de controlar a passagem, regula a velocidade. Tem motorista que parece "sentir" que a avenida Nilza já foi pista de pouso de aeronave, daí nela imprimir corrida incompatível em seu veículo. Voa baixo, um perigo! Agora até mesmo os pedestres, principalmente as crianças e idosos, caminham e atravessam as avenidas do Marco Zero com tranqüilidade. Sem sobressalto e maior risco de serem atropelados.

Volto ao emblema. Já sabemos que o cruzamento das avenidas homenageiam duas damas ilustres da vida ubiratanense. Nilza Pipino, saudosa esposa do falecido Ênio, e Yolanda Carvalho, falecida esposa do saudoso João Pedro. As avenidas nasceram da cruz feita há 54 anos pelo então jovem topógrafo Vilder Bordim no mapa das madeiras duras. Era o início do projeto de colonização de Ubiratã. O semáforo é um emblema de desenvolvimento, abrindo margem para um re-estudo do sistema viário da cidade. É o caso da re-urbanização da avenida Botelho de Souza e ruas circunvizinhas, hoje. Amanhã, das avenidas Valdir de Oliveira e Prefeito Raimundo Soares do Nascimento. Artérias importantes que circundam nossa cidade. Também do complexo encontro da avenida Brasil, rua Brasília e praça Horácio com a avenida Nilza, ali na esquina do Banco do Brasil. Os muitos veículos estacionados, as entradas e saídas do Posto Texaco embaralham a vida do motorista. E o pedestre que fica solto no meio do caminho, sem nem mesmo uma trincheira para se defender? É fazer o Sinal da Cruz e arriscar-se na travessia da calçada da Prefeitura até a calçada do Banco do Brasil. Deus meu, graças, cheguei vivo e são! Vale falar que a grande maioria dos motorista é respeitosa.

Serve o semáforo também como emblema para nos orientar o que fazer com o futuro de nosso município. São suas luzes o sinal. Tem a luz verde para nos permitir trânsito livre em projetos vanguardeiros e que consolidem o progresso que agora experimentamos. Nunca tivemos momento igual. Há, contudo, decisões e ações que merecem melhor reflexão. Podem ser arriscadas e, por isso, prejudiciais. A cor amarela ali está nos advertindo: Cuidado!

Finalmente, o vermelho. A advertência é clara e peremptória: Não avance, sob pena de sinistro!
Pois é, encerro dando uma de filósofo de botequim. O semáforo serve para melhor orientar o trânsito de Ubiratã e as decisões de nossa vida comunitária. É ingênua interpretação? Pode até ser, mas é a imaginação diferente que nos faz ubiratanenses heterogêneos e que, por isso, nos completamos e estabelecemos nossa união. E a união é o sinal maior do nosso progresso. (VALDIR D'ALÉCIO)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

“Ubiratã: História e Memória” é lançado em clima de saudosismo

A cerimônia de lançamento do livro “Ubiratã: História e Memória” foi marcada pela nostalgia. O evento que aconteceu na noite de sexta-feira, 22, no Centro Cultural, contou com a presença de pioneiros, autoridades municipais e comunidade ubiratanense que puderam voltar aos tempos em que Ubiratã começou a ser construída.
Entre um discurso e outro, peças fundamentais para o desenvolvimento do município contaram momentos que viveram. Um deles foi o pioneiro, Vilder Bordin, considerado a história viva do município que lamentou a ausência de Ênio Pipino e Nilza de Oliveira Pipino, pessoas que também contribuíram para a construção de Ubiratã.
Segundo Bordin, a vida na época da ocupação territorial de Ubiratã foi difícil e com falta de recursos, “mas a idéia brilhante”. “Já fizemos nossa parte, agora está nas mãos da juventude a continuação da história dessa terra querida e pujante”, enfatizou.
Ascânio Batista de Carvalho, conhecido mais como Ascânio Moreira de Carvalho viajou quase 2 mil quilômetros para participar do lançamento do livro. Ao discursar lembrou que as pessoas os viam como loucos. “Loucos porque sonhávamos com um Paraná rico. Mas conseguimos fazer, literalmente, a história de Ubiratã e de vários outros municípios. Cometemos erros durante o processo de ocupação das terras, mas com a vontade de acertar”, comentou.
Ubiratã surgiu de um projeto de colonização particular. Ascânio salienta que tem saudade dos comentários que os bandeirantes faziam sobre o desenvolvimento da cidade. “A cidade é um desafio de todos. Somos vencedores, pois nenhum problema foi maior do que o amor que sentíamos. Ubiratã tem sua história, com estrutura de beleza e principalmente como centro de produção agrícola”, diz saudosista.
A chefe da divisão da cultura e uma das autoras de “Ubiratã: História e Memória”, Selene Cotrim de Carvalho, aproveitou a oportunidade para agradecer todas as pessoas que auxiliaram no processo de construção do livro. Para ela, Ubiratã não seria nada se não fossem os pioneiros. “Nossos colonizadores enfrentaram no peito os desafios. Coragem e determinação foram o que mais tiveram. Um dia vamos embora, mas a história está no livro e não se perderá mais”, completa.

Memória preservada
Quem também participou do evento foi Antonio de Jesus, que já respondeu por promotor de justiça em Ubiratã. Ele comenta que por onde passou, nenhuma cidade marcou como Ubiratã. “Encontrei uma grande família representada pelos moradores dessa cidade”, disse acrescentando que ainda mantém contato com ubiratanenses.
Hoje, como membro da Academia Cascavelense de Letras, Jesus destacou a importância de resgatar a memória da cidade. “Chegamos, fizemos história e deixamos marcas que precisam ser registradas e o livro tem essa função, a de eternizar os fatos”, aponta.
A responsável pela secretaria da Educação e Cultura, Jane Cristina de Lima, ressaltou que todas as escolas ajudaram na elaboração do livro. “Muito do que está nas páginas é resultado de um resgate histórico que realizamos desde 2005. Não imaginava que os dados que usamos nos desfiles pudessem auxiliar nesse maravilhoso livro”.
Jane acrescenta que “a obra é fantástica e contada com riqueza de detalhes. Quem ler tem a oportunidade de se inserir no contexto”.O vereador Marcos Retamiro parabenizou a prefeitura pelo lançamento do livro e considera que o material irá contribuir para o crescimento da população. “Através do livro nossos filhos terão a oportunidade de conhecer mais sobre Ubiratã. Com certeza esse é um trabalho que engrandece a cultura e a memória de nossa cidade”, argumenta. (FOTO: CÁSSIO CENIZ)

História de Ubiratã é contada através de fotos

Após o lançamento do livro “Ubiratã: História e Memória” foi aberta oficialmente, no Centro Cultural, a exposição fotografia “Ubiratã ontem, hoje e amanhã” que comemora o cinqüentenário de ocupação territorial do município.
No espaço estão dispostas cerca de 200 fotos que contam a história de construção da cidade, com início na década de 50, passando pelos dias atuais e apresentando as perspectivas de projetos futuros. O acervo foi levantado junto com a elaboração do livro.
Na noite do lançamento os presentes puderam conferir as fotografias e durante a semana alunos, professores e comunidade em geral visitaram o espaço para olhar o material.Segundo a chefe da divisão da Cultura, Selene Cotrim de Carvalho, para montar a exposição a divisão teve o cuidado de apresentar coisas que não foram mostradas no livro. “Nossa intenção é fazer com que as pessoas visualizem melhor a história de nossa cidade, desse cantinho de gente feliz”, comenta. (FOTO: CÁSSIO CENIZ)